Porque a censura
midiática começa na escola
Olá, amigo leitor. Já parou
pra pensar o quanto a mídia lança tendências na vida da gente? O povo adora
criticar a TV, mas se pararmos para analisar a fundo, hoje em dia a internet consome
muito mais tempo de nossa vida e é bem mais liberal que a própria televisão.
Mas, em um tempo não muito
distante, onde as pessoas não postavam a vida no facebook, era a bendita TV,
essa caixa que foi considerada o invento do século, que fazia a cabeça da
moçada. Conheço pessoas que deixavam de sair só pra conferir o programa
preferido que iria passar na tv e outras que tinham uma certa devoção com as
celebridades da mídia.
Comigo não foi diferente, muitos
dos meus amigos e até eu mesmo já me peguei fazendo algo para imitar algum ídolo
da mídia ou simplesmente porque estava na moda por causa de um personagem de filme
ou novela. Em meados de 2005, veio a tona a novela Rebelde, um verdadeiro fenômeno
em vendas de revistas, cds, produtos e digo mais: comportamentos. Creio que o
fanatismo era tamanho, que se lançassem a privada do RBD, a galera compraria o
bendito vaso sanitário só pra poder fazer as suas necessidades no estilo “Rebelde”.
Eu mesmo embarquei nessa
onda, sim: “Y soy rebeldeeee!” e pude perceber o quanto as pessoas podem ser
hipócritas, porque a maioria observa muito o outro, mas esquece de se analisar.
Sempre quando surge uma nova onda, (quase) todo mundo quer assistir, consumir,
falar sobre, amar, matar e morrer por aquilo, mas aí passa o período do auge,
do boom, e as mesmas pessoas que amavam e consumiam, já passam a odiar,
criticar, menosprezar. Que amor era esse, hein? Na maioria dos casos, isso
reflete apenas ilusão ou falta de opinião mesmo, o marketing faz com a gente
siga tendências e as abandone para abraçar outras que vem por aí, e assim
algumas pessoas vivem mais do jeito que o marketing e a sociedade quer, do que
segundo seus próprios anseios.
Mas uma coisa especial
aconteceu nesse período Rebelde, a novela possuía uma personagem chamada
Pillar, que por ser a filha revoltada do diretor, sempre publicava cartas
anônimas para prejudicar os seus colegas e causar confusão. Tudo bem, usar
roupas, ouvir músicas e tal, mas já pensou se essa moda das cartas anônimas
pegasse também?
E foi o que aconteceu, é o que eu vou lhes contar na segunda parte da história, que você pode ler clicando aqui.

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